
Na riqueza e na pobreza?
O dinheiro é um dos assuntos que mais geram conflitos no relacionamento dos casais. Como administrar de forma saudável as despesas em comum.
Sim, aceito
A fórmula do contrato de casamento inclui a expressão: na riqueza e na pobreza?. Depois de responder, sim, aceito, os recém-casados selam um compromisso que, apesar da benevolência do amor, implica em compartilhar os bens, sejam numerosos ou escassos, enquanto tiverem uma vida em comum. Com contrato assinado ou não, qualquer casal que já convive há algum tempo sabe que existem épocas de vacas gordas e de vacas magras, e que o dinheiro, pouco ou muito, não é um bem fácil de se administrar a dois. É tão complexo, que na grande maioria dos casos, é motivo de desavença entre os casais. E, pior ainda, muitos estimam que é a principal causa do fim dos casamentos. Na verdade não se trata das quantias, e sim dos conflitos que surgem em torno do dinheiro, tão complicados de se resolver.
Pós-modernismo
As cédulas têm um poder invisível que arruína nossas vidas? Como em tantas outras questões, o problema não é o dinheiro, e sim a forma como o utilizamos. O ponto de partida é passar a analisá-lo como um fim em si mesmo, ou até como um instrumento em função dos nossos valores. Vivemos no pós-modernismo, na cultura do consumo. O capitalismo alimenta os mitos sobre o dinheiro e lhe atribui poder. É uma fantasia, uma submissão, porque crer que o dinheiro dá poder é uma má interpretação. Deveria ser uma permuta pela qual é possível melhorar a qualidade de vida?, reflete a psicóloga Olga Ladowsky, que tem mais de trinta anos de experiência como terapeuta relacional.
Qualidade de vida
Queremos ser felizes e vivemos num mundo onde precisamos de dinheiro para obter bem-estar material; qual é a melhor forma de lidar com isso? É preciso definir de comum acordo a filosofia sobre o dinheiro?, responde a psicóloga. Qual é a qualidade de vida que você quer, quais são seus projetos e prioridades?. Entrando em acordo, não caímos no materialismo, mas como solucionar as brigas? Conversando e buscando equilíbrio em conjunto. A especialista é clara: cada pessoa tem diferentes inteligências e capacidades. Portanto o segredo é aproveitar as qualidades de cada membro do casal, para administrar melhor a economia em comum.



